13º salário: 22,5% dos brasileiros não sabem o que farão com primeira parcela do benefício

Pesquisa da Associação Comercial de SP mostra que porcentagem de indecisos dobrou em relação ao ano passado; 42,5% dos consumidores usarão o dinheiro para pagar dívidas


13º salário: 22,5% dos brasileiros não sabem o que farão com primeira parcela do benefício

Pesquisa da Associação Comercial de São Paulo (ACSP) feita entre os dias 1º e 12 de outubro em todo o País mostra que 22,5% dos brasileiros não sabem como aplicarão a primeira parcela do 13º salário. É o dobro do ano passado, quando os indecisos somavam 11,8%. “Esse resultado gera incerteza sobre o desempenho do Natal. O varejo poderá ser beneficiado se os indecisos resolverem comprar”, diz Alencar Burti, presidente da Associação Comercial de São Paulo (ACSP) e da Federação das Associações Comerciais do Estado de São Paulo (Facesp). Segundo ele, para que isso se concretize, o comércio precisa focar em ofertas, promoções e descontos, a fim de atrair quem está indeciso.

Dívidas

A enquete da ACSP aponta que 42,5% dos consumidores usarão a primeira parcela para quitar débitos – situação estável frente ao ano passado (41,2%). Os que têm intenção de guardar o dinheiro somam 20%, contra 29,4% no ano passado. Já os que vão gastar com presentes são 5% (8,8% em 2015).

Os que utilizarão o benefício para viajar são 2,5%, sendo que no ano passado eram 5,9%. Para Burti, a parcela poderá aumentar se as agências investirem em pacotes promocionais e se o dólar continuar em queda.

Reformar a casa deve ser opção de 2,5% dos brasileiros (2,9% em 2015). Embora a parcela seja pequena, é significativa, o que se explica pela desistência de pessoas de comprar imóveis – optando pela reforma. Assim, é uma boa perspectiva para lojas de material de construção. A pesquisa foi feita pelo Instituto Ipsos com base em entrevistas pessoais e domiciliares em todas as regiões brasileiras, com base em amostra probabilística e representativa da população brasileira de áreas urbanas de acordo com dados oficiais do IBGE (Censo 2010 e PNAD 2014). A margem de erro é de aproximadamente três pontos percentuais.

Assessoria de Imprensa ACSP