Índice Nacional de Confiança dos consumidores brasileiros tem alta

De acordo com o diretor Hélio Araújo, esses resultados contribuem também para o aumento nos investimentos


Índice Nacional de Confiança dos consumidores brasileiros tem alta

Foi publicada a pesquisa do Índice Nacional de Confiança da Associação de Comercial de São Paulo, sobre o nível de confiança dos consumidores brasileiros. O INC marcou 77 pontos em julho, três a mais sobre junho (74). Parece pouco comparado ao mês de junho, porém a tendência de alta é observada especialmente quando se olha o comparativo anual - há um ano, o indicador registrou 14 pontos a menos (63).

De acordo com a pesquisa, o INC varia entre zero e 200 pontos; o intervalo de zero a 100 é o campo do pessimismo e, de 100 a 200, o do otimismo. Percebe-se que mesmo com um aumento, o índice de confiança continua abaixo do bom resultado.

A grande surpresa no resultado da pesquisa foi que a alta da confiança no Brasil foi puxada pelas regiões Nordeste e Sul do País. O diretor da Associação Comercial e Industrial de Imperatriz, Hélio Araújo, explica como a nossa cidade tem contribuído para esse aumento: “Entendo que nossa região tem contribuído sensivelmente para o aumento do índice de confiança, pois apesar dos problemas nacionais temos uma diversidade muito grande de produção, fazendo com que tenhamos sempre níveis positivos de confiança.

O INC na região Nordeste saltou 11 pontos na passagem de junho (69) para julho (80) em razão do reajuste de 5,7% do Bolsa Família - compreendendo que ano passado não teve reajuste, além das chuvas que têm afastado o risco de seca e o bom desempenho produtivo na região. Hélio prossegue sua fala citando categorias que tem influenciado significativamente nesse resultado: “Temos o agronegócio que vive um momento muito importante com as exportações de soja em alta; temos também uma indústria de base florestal e de produtos agropecuários que produzem a plena capacidade! Tudo isso somado faz com que nossa região detenha um índice de confiança no comércio muito forte”.
O economista da Associação Comercial de São Paulo – ACSP, Marcel Solimeo, salienta: “A tendência é de que a confiança se recupere gradativamente, mas de forma lenta. A incerteza política é um fator que poderá desacelerar esse movimento”, avalia o economista.

Em síntese, o índice da confiança dos consumidores da região Nordeste marcou 80 pontos, a região Sul teve um aumento de um ponto comparado ao mês de junho, mas continua com o índice mais alto que as demais regiões (87), o Sudeste manteve-se estável, reduziu um ponto, atingindo assim 72 pontos, e as demais regiões Norte/Centro-Oeste a confiança caiu de 84 pontos em junho para 76 em julho. Todas tiveram um saldo melhor que o ano passado.

De acordo com o diretor Hélio Araújo, esses resultados contribuem também para o aumento nos investimentos: “Aumentando a confiança temos sempre condições de investir mais e melhor em nossos empreendimentos para oferecer cada vez mais produtos e serviços a preços competitivos” conclui.