Indústria e Comércio mais confiantes em junho, apontam CNI e CNC


Indústria e Comércio mais confiantes em junho, apontam CNI e CNC

O Índice de Confiança do Empresário Industrial (ICEI), atingiu 45,7 pontos em junho, este número representa um aumento de 4,4 pontos em relação ao mês anterior e de 6,8 pontos se comparado ao mesmo período do ano passado. O otimismo é verificado principalmente nas empresas de grande porte (empresas com 250 ou mais colaboradores, conforme a metodologia do ICEI), onde o índice passou de 43 pontos em maio para os 47,7 atuais, alta de 4,7 pontos.
O ICEI é medido pela Confederação Nacional da Indústria (CNI), que apurou também o que pensa o empresário industrial sobre as condições atuais e suas expectativas.
A confiança em relação as condições atuais da economia brasileira (comparando com os últimos seis meses) passou de 22,6 em maio, para 29,1 em junho, e sobre as expectativas para os próximos seis meses a confiança do empresário que era de 47 pontos em maio foi para 51,1 pontos em junho.
Atividade – a indústria de transformação foi o ramo da atividade industrial onde houve maior aumento do ICEI, de 41,3 em maio para 45,9 em junho. Seguida pela indústria extrativa que registrou 45,4 no último mês e 48,8 atuais, e pela indústria da construção, que passou de 40,4 em maio, para 44,1 pontos em junho.
Nordeste – a região teve leve aumento, o ICEI nordestino que em maio era de 44,3 pontos, agora é 47,1, alta de 2,8 pontos.
Os indicadores do ICEI variam de 0 a 100. Números acima 50 representam empresários confiantes.

Comércio
Levantamento da Confederação Nacional do Comércio de Bens, Serviços e Turismo (CNC) apontou que em junho de 2016 o Índice de Confiança do Empresário do Comércio (ICEC), chegou aos 82,3 pontos. Alta de 2,1% em comparação com o mês de maio. O índice apurado é o maior desde julho de 2015, ocasião em que o ICEC registrado foi de 84,97 pontos.
O ICEC entre outros aspectos leva em consideração a percepção dos empresários sobre fatores como a situação econômica do País, do setor em que atua e da própria empresa, comparadas com o mesmo período do ano anterior. Estes números compõem a avaliação das Condições Atuais dos Empresários do Comércio (ICAEC), que em junho atingiu a marca de 40,8 pontos, apresentando uma ligeira queda de 0,1% em relação ao mês anterior, e de 15% em relação ao ano anterior.
Já a avaliação das expectativas dos empresários aos três fatores que compõem o ICAEC, para o futuro a curto prazo, é medida pelo Índice de Expectativa do Empresário do Comércio (IEEC), que em junho chegou aos 122,3 pontos, aumento de 4,3% em relação ao mês de maio, e 2,2% na comparação com o ano anterior.
Para o Índice de Investimento dos Empresários do Comércio (IIEC) são abordadas questões relacionadas a expectativa de contratação de funcionários para os próximos meses, níveis de investimento em relação ao mesmo período do ano anterior, nível atual dos estoques diante da programação de vendas. Em junho O IEEC assim como os demais indicadores também apresentou crescimento em relação a maio, sobre os investimentos a perspectiva positiva do empresário chegou aos 77,2, alta de 2,3% em comparação com o mês de maio, queda de 9,4 na comparação anual.
Segundo o diretor para assuntos do comércio da Associação Comercial e Industrial de Imperatriz, Euvaldo Lopes, por ser um polo predominantemente comercial, principalmente no segmento do varejo, e devido à crise, a cidade passa por uma turbulência no seu faturamento devido fatores econômicos nacionais, havendo queda nas receitas em todas as áreas. Pelo fato de Imperatriz atender toda região, existe uma perspectiva de crescimento.
“As datas comemorativas alavancam as vendas e consegue inverter o quadro quando comparado com muitas cidades do Brasil. Portanto, isso aumenta a confiança do Empresariado Local. Sabemos que Imperatriz é uma cidade com comércio pujante, responde rápido, pois tem consumo. Se a economia brasileira se ajustar logo, o prazo para crescimento é imediato”, comenta o diretor da ACII.
Para Fernando Babilônia, economista e coordenador do curso de Ciências Econômicas da Faculdade de Educação Santa Terezinha, tais indicadores sinalizam claramente uma mudança nas expectativas dos empresários, sejam eles industriais ou comerciais. Isso tem importante reflexo na economia real do dia a dia, pois indica que os empresários estão mais propensos a assumir mais riscos, o que significa investir, possíveis melhoras no mercado de trabalho e retomada do tão desejado e necessário crescimento econômico do país.
Em Imperatriz, segundo pesquisa do Departamento de Economia da FEST realizada em maio, 60,0% dos consumidores estavam otimistas em relação à economia local para os próximos 12 meses e 63,0% para os próximos 5 anos. Na mesma pesquisa também se observou que 70,0% dos consumidores consideravam estar em melhor situação financeira do que estavam há um ano atrás e 90,0% esperam estar em melhor situação financeira no próximo ano. Há, portanto, um grande otimismo por parte dos consumidores de Imperatriz, otimismo esse que vai na mesma direção das expectativas nacionais dos empresários.
Fernando Babilônia diz que este otimismo em relação às expectativas “se deve em grande medida as mudanças na equipe econômica do governo que vem sinalizando mais transparência nos números do governo e com isso dá aos agentes uma maior segurança em relação a economia como um todo. Caberá ao governo, seja ele qual for, dar a devida continuidade nas políticas de ajuste necessárias para que se efetive todas as expectativas otimistas dos agentes econômicos”.