Pesquisa define Perfil do Jovem Empreendedor

De acordo com pesquisa da Conaje, empreendedores se declaram insatisfeitos com a legislação Carga tributária, burocracia e gestão são os maiores desafios dos jovens empresários brasileiros


Pesquisa define Perfil do Jovem Empreendedor

A Confederação Nacional de Jovens Empresários - Conaje divulgou, na noite do último dia 17, na agência Sicredi da Avenida Paulista, a pesquisa “Perfil do Jovem Empreendedor Brasileiro”. Respondida por mais de 5 mil jovens, de 18 a 39 anos, em todo o País, a pesquisa identificou o perfil do jovem empresário brasileiro e suas dificuldades para manter e expandir seu negócio. A pesquisa abordou aspectos socioeconômicos (idade, gênero, renda, escolaridade) e o perfil das empresas (segmento, porte, faturamento, número de funcionários, investimento e maturação).

Além disso, abrangeu aspectos do ambiente empreendedor e político-econômico do País (reformas e eleições) e seus efeitos nas empresas dos jovens, assim como apontou os principais desafios internos (quanto à gestão) e externos (quanto ao cenário). Segundo o levantamento, 65% dos jovens empreendedores são homens, enquanto apenas 35% são mulheres. Desses, 73% possuem ensino superior completo e apenas 9% têm apenas ensino médio. Dos 5.792 participantes do estudo, 49,5% estão domiciliados na Região Sudeste, 21,9% no Sul, 15,6% no Nordeste, 4,3% no Norte e 8,8% no Centro-Oeste. A faixa etária predominante é fixada entre 26 e 35 anos. Entre os brasileiros de 18 a 20 anos, somente 3% são empresários.

Perfil de negócio
A mostra também indicou que os jovens proprietários de microempresas são a maioria dos empreendedores do País. Faturam até R$ 360 mil por ano e empregam até nove funcionários. Dentre os setores de atuação, estão a área de serviços (57,9%) e comércio (30,1%). Os dados mostraram que os jovens não estão ligados a empresas familiares e apenas 10% atuam no mercado internacional.

Mulheres
É possível notar que as mulheres começam a empreender mais tarde, pois se preparam mais e iniciam a vida empreendedora na faixa etária dos 31 aos 35 anos; 43% delas têm pós graduação. Além disso, as mulheres se mostraram mais pessimistas do que os homens em relação ao futuro do Brasil.

Principais entraves
A pesquisa revela, ainda, que os jovens empresários avaliam a burocracia e a alta carga tributária como principais impeditivos da expansão e continuidade do negócio. A classe declara buscar políticas governamentais que melhorem essa relação. Dos jovens pesquisados, 31% buscaram ajuda junto a entidades como o Sebrae e 19,4% contrataram consultorias especializadas. A internet é uma aliada para 30,3% deles.

Conjove
Em Imperatriz, o Conselho de Jovens Empresários - Conjove, órgão da ACII, empenhou-se em mobilizar os jovens empresários a participarem da pesquisa no final do ano passado.Para o presidente do Conselho, Lauro César Alves de Sousa, o resultado da pesquisa permite entender os desafios com que se depara o jovem empreende-dor no mercado nacional, trazendo soluções à atuação empreendedora. “A importância dessa pesquisa é a de trazer ao conhecimento de todos o perfil do jovem empreendedor brasileiro: onde eles estão atuando, quais as suas dificuldades, e entender essa realidade faz com quem venhamos a entender o que está acontecendo de fato no mercado. É de fundamental importância para todos os
empreendedores brasileiros entenderem quais são os principais desafios internos e externos para que possamos apresentar soluções que permitam que o jovem empreendedor brasileiro siga empreendendo condições cada vez mais favoráveis”.

Presidente da Conaje
O presidente da Conaje, Guilherme Gonçalves, comenta que o empreendedorismo precisa constar da base de formação do brasileiro, por meio da educação. “Entendo que as ações empreendedoras precisam começar cedo. Dessa forma, teremos oportunidades mais iguais entre todos. Quanto mais jovens no empreendedorismo, melhor para o País”, avalia E conclui: “Devemos buscar identificar com a maior precisão possível o perfil do jovem empreendedor brasileiro para melhor representá-lo”. Já o presidente da Sicredi Vale do Piquiri (ABCD PR/SP), Jaime Basso, a pesquisa é muito importante para se entender o perfil do jovem empreendedor brasileiro, seus pontos fortes, oportunidades e desafios. “Parabenizamos a Conaje pela iniciativa e entendemos que essa parceria entre as instituições para divulgar os dados da pesquisa reforça o compromisso do Sicred em apoiar ações que promovam o desenvolvimento socioeconômico”, declara. Jaime Basso diz, ainda, acreditar que “é por meio do cooperativismo e do associativismo que vamos fazer um Brasil melhor. E faz parte da nossa missão estarmos próximos desses jovens empreendedores, disponibilizando nossos produtos e serviços, de uma forma diferente, cooperativa, apoiando, assim, os seus sonhos. Em época de economia compartilhada, não há nada mais moderno que o nosso modelo de negócio”.

Fernando Seabra, líder do GRI (Grupo de Relacionamento com Investidores do Departamento da Micro, Pequena, Média Indústria e Acelera Fiesp) também se coloca à disposição dos associados da CONAJE, dizendo que “é com este espírito de colaboração (facilmente encontrado no universo do empresariado americano) e com consultorias transparentes que de fato ilustram as dificuldades do empreendedorismo, que chegaremos a melhores patamares no empresariado jovem brasileiro. Temos que pensar em construir um país empreendedor com propósito bem definido. Sempre digo que temos que pensar que filhos deixaremos para este mundo, e não que mundo vamos deixar para nossos filhos”. Conaje A Conaje é uma entidade sem fins lucrativos que atua desde 2000, em 26 estados, 150 movimentos associados e 36 mil jovens empreendedores em rede. Produz mais de 500 eventos ao ano em todo o País, tem como objetivo proporcionar ao jovem o melhor ambiente de negócios e conhecimento global, fomentando o empreendedorismo, fortalecendo a criação e manutenção de novas empresas geridas por jovens e empenhando-se na articulação e divulgação de práticas que fortaleçam a disseminação de novos e sólidos negócios no Brasil. Por meio de parcerias, a Conaje trabalha também para o estabelecimento de políticas públicas e práticas institucionais que incluam os jovens empreendedores nas primeiras categorias de estratégias para o desenvolvimento do Brasil.


Fonte: Confederação Nacional de Jovens Empresários